12 BANDEIRAS FAMOSAS DE ALGUNS PAÍSES QUE VOCÊ DEVERIA CONHECER

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A bandeira é um dos principais símbolos oficiais de uma nação, sendo a responsável por representar seu povo diante dos demais países do mundo. Algumas, é claro, podem ser identificadas com maior facilidade que outras. Mas será que você conhece também as histórias e os segredos escondidos por trás das suas cores e formas? Separamos uma seleção especial com alguns detalhes interessantes sobre 12 das bandeiras mais famosas do mundo. Confira!

Argentina

Criada por Manuel Belgrano, importante político, jornalista e intelectual do país, a atual versão da bandeira argentina foi desenhada em 27 de fevereiro 1812 com o propósito de ser o símbolo da Guerra de Independência no país. É formada por três largas faixas coloridas: a superior e a inferior levam a cor azul-celeste, referência aos céus argentinos, e a faixa central, na cor branca, faz alusão às nuvens e aos sentimentos de paz e pureza da nação.

O Sol de Mayo, elemento que ilustra a parte central da bandeira, foi adicionado apenas em 1818. A imagem é uma referência direta ao deus solar na mitologia inca, Apu Inti. Representado em tons de ouro e marrom, o desenho possui 32 raios, dos quais 16 são linhas retas e 16 são raios ondulados.

O interessante é que essa versão foi considerada, em um primeiro momento, uma bandeira de guerra. Por isso, o país teve outras diversas derivações ao longo dos séculos XIX e XX, oficializando o desenho concebido por Belgrano apenas em 1985.

Uruguai

Inspirada na versão norte-americana, a bandeira atual do Uruguai foi adotada em 12 de julho de 1830. Leva cinco faixas brancas intercaladas com outras quatro faixas azuis, todas com o mesmo tamanho e dispostas horizontalmente. As nove listas são a representação dos seus nove Estados - vale ressaltar que, atualmente, o país possui 19 departamentos. A escolha das cores azul, branco e amarelo se dá pela referência aos valores revolucionários de Igualdade, Liberdade e Fraternidade, cunhados como lema da Revolução Francesa.

Assim como na bandeira argentina, o país também possui uma alusão a Apu Inti, deus solar segundo a mitologia inca. Em seu desenho, o Sol de Mayo possui 16 raios, 8 ondulados e 8 retos.

Brasil

A bandeira brasileira foi adotada em 19 de novembro de 1889, após a proclamação da República. Seu desenho foi elaborado pelo pintor Décio Villares, com projeto desenvolvido também por Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos, todos positivistas. A forte inspiração nos ideais de Comte, criador do positivismo, se faz presente nas palavras “ordem e progresso”, conceito derivado de seu lema:  “o amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim”.

Diferente do que se acredita, as cores da bandeira não são referências diretas às matas do país, riquezas minerais ou ao céu azul brasileiro. A escolha por essas tonalidades foi, na verdade, fruto da inspiração na bandeira do Império Brasileiro, idealizada em 1822 pelo pintor Debret. No projeto original, o verde foi escolhido como alusão à família real portuguesa, a Casa de Bragança, e o amarelo, por outro lado, é relacionado aos Habsburgos, família da Imperatriz Leopoldina.

As estrelas, estampadas em meio ao círculo azul no centro da bandeira, são referência aos 27 estados federativos. A disposição dos elementos segue a orientação de constelações verdadeiras, porém, estão invertidas e dispostas como se vistas com um espelho.  

Estados Unidos da América

Também conhecida como The Stars e Stripes, a bandeira norte-americana foi adotada em 14 de junho de 1777. É constituída por um total de 13 faixas horizontais, cada uma responsável por simbolizar uma das 13 colônias que originaram a nação. Já as 50 estrelas brancas, dispostas no canto esquerdo da bandeira, fazem alusão aos seus 50 Estados. A atual versão, com esse número de estrelas, foi atualizada em 1960 devido à adesão do Havaí. O emprego da cor vermelha representa a resistência norte-americana, enquanto a cor branca reflete pureza, e o tom de azul, justiça e perseverança.

México

A bandeira nacional mexicana, como a conhecemos, foi adotada em 1968. No entanto, seu desenho e suas cores são utilizados desde 1821, ano em que o país conquistou a sua independência da Espanha. A bandeira é formada por três faixas de cores largas, e ao centro está o brasão do México, representado por uma águia sobrevoando um cacto e carregando uma serpente.

O significado por trás da escolha das cores mudou ao longo dos anos. Inicialmente, foram aplicadas as tonalidades utilizadas na bandeira do Exército das Três Garantias, grupo com atuação decisiva no final da Guerra da Independência do México. No entanto, por influência de Benito Juárez - ex-presidente do país entre 1858 e 1872 - e da Guerra da Reforma, os significados foram alterados. Hoje, o verde representa esperança, a cor branca faz alusão à paz e o vermelho é uma homenagem ao sangue dos heróis nacionais.

Inglaterra

Com desenho extremamente simples e simbólico, a bandeira inglesa faz uma alusão direta a São Jorge, santo patrono do país desde o século XIV. A cruz no centro, conhecida como Cruz de São Jorge, leva o tom vermelho, significado de coragem e sacrifício. Já a cor branca, no fundo, remete à pureza.

A bandeira da Inglaterra tem uma origem histórica interessante. Na época das Cruzadas, os soldados ingleses adotaram uma bandeira vermelha, com uma cruz na cor branca, para se diferenciar do exército francês. Porém, ao final do movimento, os ingleses decidiram copiar a bandeira francesa, cujo fundo era branco com uma cruz grafada em vermelho. O rei Eduardo III, ainda no século XIV, ordenou que esta nova versão fosse usada e, ao passar dos anos, ela se popularizou.

Espanha

Conhecida pelos espanhóis como rojigualda, a bandeira da Espanha tornou-se oficial em 1981. Com três faixas horizontais, tem sua faixa central duas vezes maior que as outras duas. As cores amarelo e vermelho representam, respectivamente, as conquistas e riquezas da nação. No canto esquerdo há o escudo do país, no qual estão presentes os brasões dos reinos que originaram a Espanha: Aragão, Castela, Granada, Leão e Navarra.

Os traços da bandeira nasceram em 1785, devido ao incômodo que a antiga versão, com tons de branco, causava para ser vista nas embarcações. O rei Carlos III organizou um concurso nacional e escolheu a opção com as faixas largas, versão que começou a ser usada pela Marinha da Espanha. O modelo foi aceito de fato apenas em 1843, pela rainha Isabel II, e ainda vale ressaltar que foram feitas algumas alterações no brasão da bandeira a cada novo modelo político adotado pelo país.

Portugal

Em 1910, ano da proclamação de sua República, a atual bandeira portuguesa foi declarada oficial. Com o fundo verde e vermelho, as suas cores fazem referência à esperança e à coragem, respectivamente. Um esboço inicial da bandeira, muito semelhante à sua versão de hoje, foi utilizada ao longo da Monarquia Constitucional; no entanto, os tons eram branco e azul.

Além das cores, a bandeira portuguesa possui agora referências diretas à longa história de conquistas do país. Sobre o fundo, vemos o desenho de uma esfera armilar, instrumento de astronomia muito utilizado nas navegações para a obtenção de novas terras pelos portugueses. Acima do seu desenho, o escudo português, um dos símbolos mais antigos do país e também recheado de significados sobre o poder e a força da nação.  

África do Sul

Com o fim do apartheid, em 1994, houve uma crescente preocupação entre os sul-africanos para a escolha de uma nova bandeira para o país, uma vez que a versão antiga possuía, na visão de muitos cidadãos, conotações racistas. Apesar de ter sido lançado um concurso para a nova escolha, optou-se por seguir com o modelo desenhado por Frederick G. Brownell e, devido à forte aprovação popular, a versão logo foi oficializada.

No centro da bandeira, o desenho de um “Y” traz um forte significado simbólico, representando a recente unificação do povo sul-africano. Suas cores variadas trazem ainda mais significados. O vermelho indica o sangue de seu povo, o azul remete ao céu, o verde simboliza a vegetação, e o amarelo, suas riquezas naturais. As cores preta e branca são uma alusão às raças da sua população.

Japão

Seu desenho extremamente simples torna a bandeira nipônica uma das mais reconhecidas do mundo. Em um fundo branco, há apenas um único círculo vermelho centralizado, chamado por muitos de círculo de carmesim. Os tons representam a pureza e a sinceridade, respectivamente.

Conhecido como Terra do Sol Nascente, o país carrega tal simbologia para a sua bandeira. Para os japoneses, o sol é considerado fonte de toda a vida no planeta, além de também estar relacionado à deusa Amaterasu, ancestral de toda a família imperial. Portanto, o simples símbolo é capaz de sintetizar a importância da vida, do país e de seus imperadores.

Apesar desses elementos sempre estarem presentes nas antigas bandeiras nipônicas, a versão que nós conhecemos hoje é extremamente recente e foi oficializada em 1999.

Coreia do Sul

A bandeira sul-coreana atual tornou-se símbolo nacional em 1984.No entanto, suas versões anteriores eram similares e foram utilizadas como forma de resistência contra a ocupação japonesa na península. A opção pelas cores e pelo simbolismo remete à grande subjetividade cultural.

Na parte central, há um círculo dividido, com as cores azul e vermelho. A forma recebe o nome de Taegukgi e é uma derivação do ying yang, elemento que segundo a crença chinesa remete à dualidade da vida, como bem e mal, vida e morte, dia e noite, fogo e água. Ao lado, as figuras retilíneas na cor preta recebem o nome de trigramas e, na disposição em que estão, significam equilíbrio. As três linhas completas representam o céu, enquanto as três linhas quebradas representam a terra. As duas linhas inteiras com uma linha quebrada no meio simbolizam o fogo. Já as duas linhas quebradas com uma linha inteira no meio simbolizam a água.

China

Adotada em 1949, a bandeira chinesa foi escolhida após a Guerra Civil do país, evento que culminou na Revolução Comunista. Devido às mudanças políticas intensas, a bandeira chinesa é muito similar ao emblema utilizado pela União Soviética com uma foice, um martelo e uma estrela.

Com um fundo vermelho, a bandeira faz uma referência direta à ideologia sócio-política do país, uma vez que essa cor também é predominante na bandeira do movimento comunista. Há ainda cinco estrelas amarelas, localizadas no canto esquerdo. A maior delas representa o próprio Partido Comunista Chinês (PCC) e as demais, orbitando à sua volta, não possuem um único significado claro.

E aí, você conhecia a história por trás dessas bandeiras? Como elementos muito importantes para seus países, elas são recheadas de muito simbolismo. Curtiu?

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